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MP volta a prender procurador do RJ acusado de envolvimento em corrupção no Instituto Rio Metrópole

RJ
16 de Setembro de 2026 às 19:26
3 min de leitura
MP volta a prender procurador do RJ acusado de envolvimento em corrupção no Instituto Rio Metrópole

Procurador do RJ acusado de envolvimento em corrupção no Instituto Rio Metrópole é preso Em mais uma fase da operação Ouroboros, os promotores do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf), do Ministério Público do Rio, voltaram a prender na manhã desta quarta-feira (16) o procurador do estado Marcelo Lopes da Silva, ex-procurador-geral do Instituto Rio Metrópole (IRM). Em 9 de julho, 11 pessoas foram denunciadas à Justiça por organização criminosa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, entre elas o ex-presidente do IRM Davi Perini Vermelho, Didê. À época, Marcelo e outros cinco acusados foram presos. Treze dias depois, o procurador do estado foi solto por decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Segundo o MP, que na investigação contou com o apoio do Palácio Guanabara, o esquema de corrupção era baseado em contratos irregulares que somam R$ 86 milhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A volta de Marcelo à cadeia foi baseada em conversas obtidas a partir da análise dos dados dos telefones de Marcelo, Didê e do delegado Franquis Dias Nepomuceno, ex-diretor do IRM, autorizadas pela Justiça. Com as novas informações, os investigadores descobriram que Thays Pinho Carneiro da Silva, então namorada de Marcelo, abriu uma microempresa para viabilizar pagamentos ao procurador, em maio de 2024. O procurador do estado Marcelo Lopes da Silva Reprodução/TV Globo Segundo o MP, a microempresa individual de Thays foi contratada pela Engeconsult Consultores Técnicos Ltda para prestar serviços administrativos em março de 2024, dois meses antes de ser aberta. Marcelo teria recebido diretamente R$ 30 mil, em seis parcelas de R$ 5 mil repassadas à MEI da sua então namorada. O esquema De acordo com as investigações, em licitações fraudulentas e direcionadas a partir de 2022, o IRM contratou a Engeconsult Consultores Técnicos e a R Peotta Engenharia e Consultoria. Em seguida, a Engeconsult e a R Peotta celebraram subcontratos fictícios com a Brazilian Institute of Organic — Instituto Bio, para depositar parte dos valores recebidos do IRM. Esse dinheiro era posteriormente sacado da conta do Instituto Bio, sob a escolta da Rioforte. Outra ponta do esquema eram os aditivos feitos nos contratos. Só em 2023, a Engeconsult recebeu um acréscimo de R$ 58 milhões. Classificada na denúncia como a “Mulher da Mala”, no dia 9 de janeiro, Caroline Soares Barros foi surpreendida por agentes da 110ª DP (Teresópolis) quando foi sacar R$ 500 mil em espécie em uma agência bancária daquele município, escoltada por funcionários da Rioforte. Ao todo, realizou 13 saques calculados em pouco mais de R$ 3 milhões. O que dizem os citados A TV Globo procurou a defesa de Marcelo Lopes da Silva, mas não teve resposta. A reportagem ainda não conseguiu contato com a Engeconsult nem com Thays Pinho. A Procuradoria do Estado declarou que Marcelo Lopes está afastado das funções por determinação judicial e que a Corregedoria instaurou um procedimento para apurar os fatos. O RJ2 aguarda resposta do Instituto Rio Metrópole. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.
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